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Danilo Brito é bandolinista e compositor, importante para a música do mundo por suas habilidades musicais inigualáveis e sua dedicação à autêntica música brasileira, o Choro.

As habilidades de Danilo na música vão além de técnica extraordinária, caracterizando-se como manifestações de verdadeira arte, sentimento e transcedência. 

 

 

O Choro, sua música, é considerado o primeiro gênero autenticamente brasileiro, nascido no século XIX. É tipicamente instrumental e marcado pela virtuosidade, improvisação, sincopado e contrapontos.

 

A História

 

1985

Danilo Ezequiel Brito de Macedo nasceu em 29 de Março de 1.985 em São Paulo - SP, caçula de cinco irmãos, seu pai, Demócrito Brito, é do interior da Paraíba e sua mãe, Noêmia, do litoral da Bahia. 

 

Danilo Brito

Seu Demócrito: uma inspiração.

Seu Demócrito ganhou um cavaquinho quando tinha 11 anos. Sua avó trocara o instrumento por duas galinhas, com um viajante que passava pelo sítio em que moravam. No sítio não havia rádio ou discos, de maneira que ele não tinha como aprender, nem de ouvido, a afinação do instrumento. Isso não o impediu de tocar, o menino Demócrito inventou uma afinação para o cavaquinho e assim podia tocar frevos e choros. Na juventude, animou muitos forrós nos sítios e povoados vizinhos, acompanhando o sanfoneiro Paizinho Amador (ler mais).

Quando Seu Demócrito chegou em São Paulo, em 1.957, aos 22 anos, chegou a se apresentar publicamente algumas vezes, inclusive ao lado de Paizinho Amador, que morou algum tempo em São Paulo.

Seu Demócrito ainda conquistou o segundo lugar como melhor instrumentista no concurso de rádio a Hora do Pato, mas sempre manteve a música como um hobby.  

        

Seu Democrito                               Dona Noemia

 

1988

Primeiras notas 

Aos três anos, Danilo Brito, alcançou o bandolim do pai na cadeira e tocou as cordas alternadamente. Aos cinco anos, surpreendeu quando tocou um trecho de “Delicado” de Waldir Azevedo, sem que ninguém houvesse lhe ensinado.

Danilo recorda que ainda muito criança conseguia identificar e corrigir notas erradas ou diferentes das composições originais nas execuções de músicos ao vivo.

Ele começou tocando tanto o bandolim como o cavaquinho, principalmente músicas de Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo.

Sem qualquer ensinamento, nem mesmo de seu pai, Danilo desenvolveu técnica própria, apenas ouvindo velhos vinis e treinando em um antigo bandolim de seu pai, bastante duro para dedos tão pequenos.

Muito dessa técnica própria Danilo mantém até hoje, conferindo uma forma única e muita naturalidade em sua expressão musical.

Durante toda sua infância, seu pai organizava singelas Rodas de Choro em sua casa, com músicos amadores da região.

Ainda que simples foram de ensinamento para Danilo, e elas já eram sua grande alegria.

No portão

No portão de casa

1988

Vida no sítio 

Dos onze aos doze anos Danilo morou na Paraíba, e lá teve oportunidade de aprender, com Antônio Messias (amigo da família), outras músicas, de maneira mais aprofundada, tanto no cavaquinho como no bandolim (na verdade, um cavaquinho afinado em bandolim).

Nessa época refinou seu repertório de músicas brasileiras, especialmente o Choro, mas também frevos e baiões.

Nesse ano realizou sua primeira participação ao vivo em programa de rádio, na Rádio de Sumé, PB. Apresentou-se com Antônio Messias ao violão e entre as músicas que tocaram estava Pedacinhos do Céu, de Waldir Azevedo, no cavaquinho e Diabinho Maluco, de Jacob do Bandolim, no bandolim; dois de seus choros favoritos e de sentimentos tão diferentes: o primeiro, lento, muito sentimental e o segundo rápido, de exigência técnica– o radialista, curiosamente, observou “mas vocês são uma dupla danada mesmo, primeiro botam o Céu, depois botam o diabo”.

Nessa estada, conheceu também o músico e luthier Duduta, organizador de uma importante Roda de Choro em Campina Grande. Além de participar da roda, Danilo ansiava por conhecê-lo, também, por conta de um cavaquinho em que havia tocado, de um som excepcional, e que havia sido feito por Duduta.

 

De sua convivência nordestina, Danilo absorveu sotaques que podem ser percebidos, por vezes, em sua música, interpretação e composição. O ambiente sertanejo do Cariri, as antigas locas de cangaceiros, as inúmeras histórias à luz da lamparina de querosene (não havia energia elétrica), o som dos foles de oito baixos, as melodias nordestinas, ao mesmo tempo, melancólicas e festivas,  lhe permeavam a imaginação e transcendiam seu regionalismo.

“Gosto de muitas coisas do nordeste; dos artistas, além dos grandes nomes mais ligados ao Choro, dos compositores e intérpretes, gosto de Zé Marcolino, dono de Sala de Reboco, Saudade Imprudente, etc., Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Geraldo Correia, Flávio José e tantos outros. Sou fã, também, dos grandes repentistas, como Antônio Marinho, Pinto do Monteiro, Lourival Batista...”

 

  

O sítio e Danilo no carro de boi

 

1997

Rodas de Choro em São Paulo

De volta a São Paulo, ainda se dedicando igualmente ao cavaquinho e ao bandolim nessa época, Danilo começou a freqüentar as famosas Rodas de Choro da Contemporânea (ainda hoje em funcionamento) e da Del Vecchio, lojas de instrumentos, tradicionais no centro velho da cidade, além das rodas organizadas na lutheria do violonista Manoel Andrade, em que músicos excelentes apareciam para tocar despojadamente.

Nessas rodas Danilo conheceu e tocou com grandes instrumentistas como Dino 7 Cordas, César Faria, Carlos Poyares, João Macambira, Dorival Malavasi, Antônio Rago e muitos outros.

A Roda de Choro é uma reunião informal em que se toca sem prévio ensaio, preferencialmente choros, valsas, sambas e outros ritmos brasileiros ou nacionalizados.

Pode-se dizer que a Roda de Choro é uma graduação em música para o chorão, há que se acompanhar uma infinidade de composições, conhecer muito bem as melodias, saber o momento certo e a forma de improvisar, tocar em conjunto, respeitando a função de cada instrumento, tudo isso levando-se em conta a virtuosidade das músicas, sua complexidade e grau de detalhamento e o requinte dos instrumentistas.

 

Roda na Del Vecchio 

Danilo se refere com grande carinho a esse tempo: “Essas rodas começavam nas manhãs de todos os sábados. Primeiro na Del Vecchio, logo depois, andava alguns quarteirões, e estava na Contemporânea, para outra roda. De lá, seguia para a roda na oficina do Manoel Andrade. Não havia chuva, inverno, doença, ausência que me segurasse. Comparecia toda semana e assim fiz por mais de dez anos...

Para mim, era uma grande ansiedade esperar a semana toda por aquele sábado, em que teria a oportunidade de encontrar os amigos e tocar todo os choros que eu escutava nos velhos vinis durante a semana.

Não posso descrever a alegria daqueles dias.

Naquela época havia poucos jovens que frequentavam as rodas e muitos de meus amigos eram já grisalhos; mas isso não me passava pela cabeça.

Hoje a diferença de idade me ocorre pela simples razão de que sinto a falta de muitos deles, e agradeço por ter ainda a companhia de outros, meus companheiros de tantos e alegres anos.”

Praça Orlando Silva, com Balói, Toninho Gallani, Stanley, João Macacão, Milton Mori

 

1998

Apresentação ao Público

Danilo Brito ainda tocava no velho instrumento de seu pai quando ganhou seu primeiro bandolim feito por um luthier. A partir daí, o garoto tomou como seu instrumento principal o bandolim, dedicando-se com afinco ao estudo de sua técnica. Embora, de fato, nunca tenha deixado o cavaquinho e tocasse, também, violão tenor.

Nesse ano fez seu primeiro recital em palco, em que se apresentou como solista, ao lado de um regional, foi na faculdade UNIBAN, ao lado do conjunto Bachorando, comandado pelo seu amigo violonista Nelson Galeano, conhecido como Baloi.

Sobre Balói, Danilo declara “um grande amigo e grande incentivador de novos talentos, sempre entusiasmado, não media, e não mede, esforços em seu apoio”.

Uniban

Primeira apresentação com Gentil, Marco Bailão, Baloi e Toninho Batateiro

 

Franzino e muito jovem, ele impressionava, não somente pela pouca idade, mas pela técnica com que executava as valsas, os choros, as polcas, os sambas, os frevos, que foram aumentando seu repertório.

Sua espantosa interpretação gerava muitas comparações com o mestre do bandolim brasileiro Jacob do Bandolim.

O luthier e violonista Manoel Andrade (in memorian) em entrevista ao Jornal da Tarde assim se referiu a Danilo: “que ele é anormal é. Vi esse menino aprender em 10 minutos o que eu aprendi em 10 anos de estudo”. 

Danilo passou a receber convites de artistas e personalidades para tocar, e era requisitado freqüentemente pela imprensa para dar entrevistas e interpretar choros virtuosísticos  e valsas sentimentais, ganhando notoriedade nacional.

 

1998

Primeiro álbum – Moleque Atrevido

O produtor artístico Téo Azevedo conheceu Danilo Brito numa dessas Rodas de Choro e logo quis registrar aquelas interpretações. Perguntou então se Danilo gostaria de gravar um CD, e, quando ele lhe respondeu que Sim!, o produtor, então disse “Está certo! Agora eu vou falar com seu pai, que você é muito pequeno”. Foi gravado, então, o primeiro CD, Moleque Atrevido, que registrou sua primeira composição, de mesmo nome (batizada pelo amigo e violonista Baloi), e músicas de Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e o choro inédito Família Brasileira de José Festa.

 

 

Gravação Moleque Atrevido

Disco Moleque Atrevido com João Macacão, Milton Mori, Joãozinho do Cavaco, Marco Bertaglia, Tigrão, Balói e Marcelo Gallani

 

Adolescência 

Aos 14 anos, os gostos e divertimentos de Danilo eram bem diferentes dos jovens de sua idade e de sua época.

Além dos choros, valsas e outros ritmos instrumentais, ele, que já gostava das serestas quando criança, passou a aprofundar seu conhecimento sobre os cantores brasileiros, especialmente os da década de 1920 a 1940, como Francisco Alves, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira e outros; e passava muitas horas de lazer escutando gravações dessa época. 

Suas apresentações continuaram.

Fez muitas participações nos bailes da “Caravana da Saudade” organizados pelo radialista José Carlos Gomes, apresentando-se ao lado de cantores famosos da época do rádio como Wilson Roberto, Noite Ilustrada, Roberto Luna. 

Rádio Iguatemi, com José Carlos Gomes 

Nessa época fez shows memoráveis.

Aos 14 anos, fez sua primeira apresentação no Teatro Municipal de São Paulo, como convidado do lendário flautista Altamiro Carrilho. Nessa apresentação, Danilo tocou o choro de Severino Araújo, Espinha de Bacalhau, e foi ovacionado pelo público. Muito tímido na época, viu-se mais constrangido quando Altamiro, nos cumprimentos finais, o colocou a frente de todos, para uma aclamação ainda maior do público.

Aos 16 anos, dividiu o palco com outro grande flautista Carlos Poyares no teatro do Sesc Paulista.

Mais tarde acompanhou cantores como Cauby Peixoto e  Andrea Bocelli.

Entre 15 e 16 anos constituiu o primeiro grupo de Choro, chamado Nó na Madeira, com jovens de sua idade, Paulinho (hoje dedicado profissionalmente à medicina) ao violão, Gian Correia, o Pingo, como solista de cavaquinho (hoje um grande violonista), Felipe Galeano no centro de cavaquinho e Rafael Toledo no pandeiro.

Grupo Nó na Madeira - Paulinho, Danilo, Rafael Toledo, Felipe Galeano e Gian Correia, com Carlos Poyares (ao centro)

Tão jovem, Danilo já era muito respeitado e festejado.

Foram produzidos diversos documentários sobre sua carreira, sua técnica e musicalidade, com o depoimento de muitos músicos e críticos, em monografias, reportagens especiais de rádio e TV, revistas, etc.

Em suas entrevistas, Danilo, apesar de tímido, ao se manifestar sobre a música brasileira era sempre eloquente e eram espantosamente maduros seus posicionamentos sobre a cultura musical, desde ferrenhas críticas a modismos à manifestação de seu gosto pelo que entendia como verdadeiros valores.

 

Jornal da Tarde

 

2004

Prêmio de Melhor Instrumentista

Em 2.004, veio a consagração: Danilo Brito foi o grande vencedor do 7° Prêmio VISA - edição instrumental – uma das mais importantes premiações da música brasileira – entre 514 concorrentes de altíssima qualidade e excelente formação, por um júri composto de músicos, maestros e outros renomados especialistas da música nacional e estrangeira. Havia na platéia muitos amigos e fãs que já o acompanhavam e se emocionaram quando ele conquistou esse importante reconhecimento.

Danilo foi o mais jovem músico a ganhar o 1º lugar entre todas as edições desse importante prêmio, que consagrou outros grandes artistas.

 

A competição teve momentos de grande emoção, Danilo sentiu-se mal por duas vezes e na grande final, um problema no som, fez com ele tivesse que repetir a execução solo de Choro da Saudade, composição intensa de Agustín Barrios.

Prêmio VISA

A premiação incluía a gravação de um CD, pela gravadora Eldorado. Danilo Brito lançou o seu segundo CD, Perambulando, em 2.005, em que gravou diversas músicas suas como Sussuarana e a faixa que dá nome ao disco, Perambulando; Um Choro na Madrugada, em que solou violão tenor, além de uma elogiadíssima interpretação de Confidências de Ernesto Nazareth e outras, ao lado de músicos consagrados com Altamiro Carrilho, Toninho Ferragutti, Proveta e outros.

 

2005

Início das apresentações fora do Brasil

A partir desse ano, Danilo passa a apresentar sua música também no exterior, iniciando por sua performance lotada na Volvo Ocean Race na Espanha.

Com Zé Barbeiro e Tigrão na Espanha

 

2008

Produção Musical

Danilo Brito fundou a produtora Orpheu Music, com o propósito de incentivo à música instrumental brasileira levado seriamente, para a divulgação deste gênero no país, e para expansão do seu reconhecimento no mundo, na criação contemporânea e na preservação da sua memória. Para garantir a adequada execução dos projetos, conseguiu o apoio de profissionais empenhados e conscientes, da área de administração, direito, publicidade e música. 

Organizou, durante dois anos, todo o último sábado do mês,  sem qualquer recurso financeiro externo, um sarau de música instrumental gratuito ao público, em uma livraria na praça Benedito Calixto em São Paulo, com a participação de grandes instrumentistas brasileiros, promovendo o acesso e a divulgação do gênero, comprovando-se um grande sucesso, com performances lotadas. 

Organizou o espetáculo “Roda de Choro”, com várias realizações em grandes casas de espetáculos. Os espetáculos deram origem ao grupo que levou o nome, com uma formação menor.

 

1ª Roda de Choro organizada por Danilo na Virada Cultural

Álbum Sem Restrições

Durante esse ano, a Orpheu Music produziu o terceiro álbum de Danilo, Sem Restrições. Neste álbum, ele traz diferentes facetas de seu estilo: gravando ao lado do quinteto composto por Luizinho 7 Cordas, o multiinstrumentista Milton Mori, o jovem premiado clarinetista Alexandre Ribeiro, Rafael Toledo e Léo Rodrigues na percussão; e em instrumentações originais: com a sanfona de Dominguinhos: em dueto com Alessandro Penezzi; em dueto com Luizinho 7 Cordas; em arranjos com quintento de cordas Ensemble – SP, elaborados pelo maestro Laércio de Freitas e a flauta de Rodrigo y Castro. 

 

Lançamento no Auditório Ibirapuera

 

2010

Quarto álbum

Orpheu Music produz seu quarto álbum em homenagem ao grande violonista Luizinho 7 cordas, símbolo da tradição e bom gosto no instrumento. Um disco composto por choros e valsas, em interpretações de grande sutilidade musical e sentimento.

 

2014

Álbum Danilo Brito  

Em 2013, Danilo intensificou esforços na constituição de um conjunto dedicado à música brasileira, com integrantes que compartilhassem sua paixão e desejo de se dedicar a um trabalho minucioso e maduro.

Reuniu músicos de talento e disposição ao estudo.

Gravaram no início de 2014 o primeiro registro dessa formação, em um disco dedicado exclusivamente a composições do bandolinista.

A faixa Madrigal Merencório teve participação do pianista André Mehmari.

Para coroar o resultado, um espetacular show de lançamento em um dos maiores festivais de música do mundo: o Spoleto Festival, em Charleston, SC, EUA.

O disco recebeu efusivos comentários de críticos da imprensa internacional e nacional.

O crítico americano Jon Santiago, do jornal Charleston City Paper, afirmou ser quase impossível apontar o ponto alto em um repertório feito de nada além de pontos altos. “Dizer que Brito é um prodígio musical é quase diminuir sua contribuição à música que ele ama”, escreveu.

O editor de cultura do Portal R7, descreveu o disco como “conceitual, sofisticado e enxuto”.

 

Lançamento no Spoleto Festival

 

Contribuições ao Choro 

Danilo, por seu sólido trabalho em música brasileira, é consultado, muitas vezes, acerca de sua opinião sobre arte, cultura e educação.

Em janeiro de 2015, Danilo foi convidado pelo prefeito da cidade de São Paulo para uma reunião, junto dos Secretários Municipais de Cultura e de Comunicação. Danilo falou sobre seus desafios no início da carreira, de sua experiência como músico no Brasil e no exterior e defendeu a existência de um espaço fixo, com ensino especializado na linguagem do Choro, feito pelos grandes mestres do gênero em São Paulo, além de programação de rodas e shows de qualidade internacional voltados para o público.

Danilo participa, ainda, de várias iniciativas de promoção do Choro por todo o país.

 

Apresentações 

Nesses anos muitas foram as apresentações pelo Brasil e muitas parcerias, com músicos excelentes da nova e da velha guarda.

 

Veja fotos

 

♦ “Cada concerto é feito com muita dedicação e sentimento... Lembro-me de uma apresentação em São Carlos, no Festival Chorando Sem Parar, em que fiz uma homenagem a Waldir Azevedo. Embora meu primeiro instrumento seja o bandolim, não pude deixar de levar o cavaquinho e tocar o repertório que adoro desde a infância. Para minha surpresa, Dona Olinda Azevedo me telefonou para agradecer a homenagem que eu havia feito ao esposo. Uma grande alegria e honra para mim.”

 

Carreira no Exterior

Danilo Brito é convidado para tocar e ensinar sua música em muitos festivais e conferências ao redor do mundo.

Nessas viagens, teve a oportunidade de tocar com grandes nomes do música instrumental do mundo.

Com Mike Marshall e David Grisman

 

Quando perguntado se a música brasileira é bem recebida e compreendida fora do Brasil, declara:

“Tenho a oportunidade de apresentar essa música, não só para quem já conhece, como para o público totalmente desconhecedor e para artistas de renome internacional. Todos recebem com grande entusiasmo. Eles pesquisam e anseiam por aprender detalhes do estilo. E falo do estilo autenticamente brasileiro. Claro que é um prazer ver essa recepção da nossa verdadeira música, que tem muito para oferecer”.

Recentemente, Danilo Brito foi considerado “um fenômeno do bandolim, o maior representante da música instrumental brasileira” pelo famoso bandolinista David Grisman, no Simpósio de Bandolins internacional de Santa Cruz 2014, Califórnia, que encerrou dizendo: “Façam um favor a si mesmos e ouçam Choro”. 

Danilo assim analisa:

“Em todos esses anos, não encontrei um estilo que oferecesse ao intérprete tantos recursos e de uma linguagem tão universal. Ao contrário do que se pode imaginar, essa música, que é mais pura, atinge muito mais diretamente qualquer público”.

 

 

Dedicação vitalícia à Música Brasileira 

Danilo dedica-se exclusivamente à música desde os 3 anos de idade.

Quando ganhou o Prêmio Visa de melhor instrumentista, com apenas 19 anos, sua declaração, aguardada pelo apresentador Chico Pinheiro, pela plateia e por outros inúmeros jornalistas e fotógrafos, foi simplesmente “prometo cuidar bem da nossa música brasileira”.

E isso, que Danilo já fazia desde a infância, ele continua cumprindo.

Dedicando-se à divulgação da música que ama, a autêntica e sofisticada música brasileira instrumental,  à pesquisa de seus compositores e intérpretes de todas as épocas, às composições próprias, a um intenso trabalho de conjunto e acima de tudo, colocando a virtuosidade a serviço do sentimento.